STJD volta a arquivar pedido do Inter de reexame em caso Victor Ramos
Departamento jurídico do clube gaúcho ainda não desiste e estuda novas medidas
Situação de Victor Ramos segue sem (Foto: Ruan Melo)A decisão do STJD já foi comunicada oficialmente ao Inter. O departamento jurídico colorado ainda estuda o que fazer diante da nova negativa, mas admite que há pouco a se fazer.
– Já era esperado. Já sabíamos o que ia acontecer. Estamos estudando o que fazer ainda. São poucas opções – comenda o diretor jurídico do Inter, Giovani Gazen, ao GloboEsorte.com.
O objetivo do clube gaúcho era de que o Tribunal, ao menos, analisasse os documentos apresentados pelo clube sobre o caso. Em 8 de dezembro, o STJD já havia decidido arquivar o pedido do Inter para ingressar como parte no processo aberto no início do ano sobre a suposta escalação irregular do jogador. A decisão havia sido tomada pelo auditor Glauber Guadelupe, vice-procurador-geral da entidade.
Rebaixado para a Série B, o clube gaúcho encerrou o Brasileirão em 17º lugar com 43 pontos – dois a menos do que o Vitória. Por isso, se abraçou no STJD para tentar tirar pontos do rival baiano nos tribunais e evitar a queda.
questão com cbf
Entrevista do departamento jurídico do Inter (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)Caso a adulteração seja comprovada, o Inter pode sofrer graves prejuízos. A pena para caso de falsificação, previsto no artigo 234 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, é de 180 a 720 dias de suspensão, além de multa de R$ 100 a R$ 100 mil. O Inter, no entanto, garante a autenticidade dos documentos enviados ao tribunal e nem cogita essa possibilidade.
– Já tomamos algumas iniciativas na sexta-feira e estamos absolutamente
tranquilos sobre isso – complementa Gazen.
A suposta troca de
e-mails entre o clube baiano e Reynaldo Buzzoni indicava que a entidade
teria orientado o Vitória a adotar procedimentos de transferência
internacional para a inscrição do zagueiro, que pertence ao Monterrey,
do México, e estava emprestado ao Palmeiras antes de se transferir para o
Vitória, em fevereiro. Como a inscrição de Victor Ramos se deu pelos
trâmites nacionais, o Inter entende que o jogador estava em situação
irregular.
entenda o caso
A principal linha sustentada diz respeito ao não cumprimento das normas do Transfer Matching System (TMS), que regulamenta as transferências internacionais no futebol, e de parte da CBF e do Vitória, ao registrar o vínculo de empréstimo do jogador, que pertence ao Monterrey.
Os advogados do clube gaúcho alegam que o contrato de Victor Ramos com o clube mexicano foi firmado ainda em 18 de dezembro de 2013, com validade até dezembro de 2017. Em seguida, asseguram que o defensor foi repassado ao Palmeiras em 15 de janeiro de 2015, com vínculo por empréstimo a se encerrar em 31 de dezembro, por meio do Certificado de Transferência Internacional (CTI) enviado à CBF.
De acordo com a defesa, o empréstimo foi encerrado em 31 de dezembro, sem renovação. Assim, a partir de 1º de janeiro de 2016, o contrato do atleta com o clube mexicano teria voltado a vigorar antes da abertura da janela de transferências, entre 4 de janeiro e 1º de fevereiro.
O vínculo entre Vitória e Monterrey, para o repasse de Victor Ramos, porém, foi firmado em 26 de fevereiro, com vigência retroativa, de acordo com o documento, entre 1º de fevereiro e 31 de dezembro de 2016. A alegação ainda explicita que o contrato, em sua cláusula oitava, declara expressamente seu "caráter internacional". A partir daí, o clube baiano iniciou o processo para o registro da transferência internacional em 11 de março, ao ingressar no TMS da Fifa com "todos os documentos obrigatórios, "aguardando ordem contrária por parte do Monterrey".
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